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Adeus, King!

  • 15 de mai. de 2015
  • 3 min de leitura

É sempre um prazer falar sobre B.B. King, mas é uma pena que a primeira vez que eu falo sobre ele no blog (depois de um mês de minha improdutividade) seja justamente após a sua morte. Eu estava pensando em falar sobre Mr. King no meu canal no You Tube algumas semanas atrás, mas eu acabei esperando demais, o homem se foi em seu sono ontem à noite.

Mesmo com o post feito no dia 1º desse mês eu não fiquei totalmente aliviado, continuei preocupado com o bluesman, até por que com aquela foto divulgada pelo bendito TMZ, quem não ficaria? O post do qual falo era o seguinte:

-

A Message From B,B,

"I am in home hospice care at my residence in Las Vegas.

Thanks to all for your well wishes and prayers."

B.B. King

-

A primeira coisa que fiz hoje depois de acordar foi ligar o computador, enquanto rolava a página do irritante (porém viciante) Facebook vi a notícia na BBC, li apenas uma parte da legenda antes de ver a chamada -''...ele ganhou 15 Grammys''- e já sabia do que se tratava. As Lucilles do mundo haviam ficado sem o homem que lhes deu o nome. E se você não conhece a história deve estar se perguntando, mas por que Lucille? Bem, esse não é apenas o nome que B.B. deu para a sua guitarra que anos mais tarde viraria uma produção em massa, é o nome de uma moça (é claro) que foi (praticamente) a responsável por um incêndio que tirou a vida de dois homens.

Enquanto B.B. tocava em um club no ano de 1949, dois homens começaram a brigar por conta de uma mulher, no meio da confusão, um barril de querosene é derrubado, a briga tomou proporções tamanhas que fez o local literalmente arder em chamas! O incêndio havia começado e o saudoso Blues Boy saiu do local para salvar a sua vida, mas King lembra que acabou esquecendo a sua guitarra que havia lhe custado $30 Dólares, ele voltou e pegou o seu instrumento antes que ele se fosse junto com os dois sujeitos. No dia seguinte ele descobre que eles estavam brigando por uma mulher chamada Lucille, daí vem o nome de uma das mais belas gibson's.

B.B. era -entre os vivos- um dos últimos grandes nomes do blues que já estavam na ativa antes do Rock and Roll aparecer, quando Robert Johnson morreu, Riley B. King estava com 13 anos e já tinha o seu primeiro instrumento como apontam algumas fontes. Anos depois, já um jovem adulto, vai para Memphis, com o ilustre parente de sua mãe e vó materna, o grande Bukka White, ali King já sabia que era isto o que ele queria fazer, 3 anos depois ele estava gravando para a RPM Records e sendo produzido por Sam Phillips, justamente o homem que também 3 anos mais tarde fundaria a Sun Records. Teve a chance de fazer o que muitas lendas do blues não fizeram ou não viveram para fazer, saiu de pequenos clubes para ganhar o mundo, tocando para multidões em seus próprios shows ou em festivais.

B.B. King se foi deixando um legado mais do que enterno (se é que isso é possível), com toda certeza eu lhes digo que gerações e mais gerações ainda irão se encantar com seus licks de guitarra.

Vá em paz, Mr. King!

 
 
 

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