O dia em que eu assisti o KISS!
- 25 de mai. de 2015
- 3 min de leitura
Algumas pessoas podem ver este post e pensar: ''O que temos hoje é um banda cover''.
Bem, vamos lembrar que em dois momentos da história da banda, tanto Ace Frehley quanto Peter Criss fizeram parte de formações com outras pessoas usando a maquiagem criada por eles. Vou explicar, no fim da Farewell Tour em 2001, o contrato de Peter Criss expirou e Eric Singer (atual baterista da banda) assumiu as baquetas até a turnê terminar, mais tarde, foi a vez de Peter Criss voltar, mas o Kiss já estava sem Ace que tinha saído da banda mais uma vez, a guitarra agora estava sob o comando de Tommy Thayer que continua com eles até hoje. Era uma relação contratual, já não era mais aquilo de ''meu amigo, irmão e camarada'' que parecia ser em vídeos de coletivas do ano de 1996 e muito menos como na década 70.
Os formadores do grupo continuam lá, mesmo com Paul Stanley perdendo a voz desde 2006, ele não desiste! Quer dar o mesmo espetáculo de sempre, algumas noites ele se sai bem e em outras não, mas um coisa é verdade, a voz de Paul Stanley hoje é um retrato de 40 anos de trabalho duro pelo Rock and Roll (e pela grana, é claro).
Vamos ao que interessa!
Uma noite sensacional de Rock and Roll! Essa é a descrição perfeita para o dia 23 de abril de 2015, eu esperei muito tempo para ver esses caras, era sensacional quando algum deles cantava bem na minha frente, sem esquecer de que esse foi um dos shows mais altos que eu já fui, os bumbos pegavam no pescoço e o ouvido esquerdo só voltou ao normal dois dias depois.
Primeiro, Raimundos sobem ao palco, se tocaram alguma canção do novo disco eu nem percebi, só sei que o headbanging foi instantâneo, logo depois dos brasilienses eu assisto a apresentação de uma banda que eu só escutava falar, apesar de já terem mais de 3 décadas de existência (segundo o guitarrista) eu nunca tinha escutado alguma canção do Steel Panther, mas na fila eu conheci duas "mentes malignas" que afirmaram estar ali mais por eles do que pelo KISS. Mas apesar de eu ter gostado do som, foi como transar por uma hora com uma garota chata! O único tema da maioria das canções era putaria, putaria, putaria, putaria... chegou um momento no qual escutar essas canções ficou cansativo, e no momento em que eu os assistia algumas coisas me pareciam ser pré-gravadas, principalmente quando o vocalista falava e soava mais alto do que quando cantava, mas os backings da segunda canção -''Party Like Tomorrow Is the End of the World ''- com certeza não estavam sendo feitos naquele momento, é humanamente impossível soar daquela forma ao vivo. Depois de um bom tempo eu resolvo pesquisar e encontro uma entrevista onde o vocalista da banda afirma que 30% do show é lip synch.
O que realmente importa é que faltando pouco para as 23h, eu vi a banda mais quente do mundo, uma das minhas primeiras memórias de ver uma banda em um palco é do KISS e agora eu estava bem ali, vendo ao menos dois dos caras que estão nas minhas primeiras lembranças, sem deixar de lado Tommy Thayer (que faz solo de guitarra e performance idêntico à Ace Frehley) e o sensacional Eric Singer, com sua bateria que mais parecia ser dois canhões de tão alta. Da primeira até a última canção o show foi melhor do que eu esperava, Paul não estava falhando tanto quanto em outras apresentações, exceto por ''Love Gun'', é triste saber que a voz de um dos maiores vocalistas da história está indo embora. Antes disso ele ainda voou pela platéia, algo que eu sempre quis ver.
A platéia berrou desde o primeiro ''Aaaall right, Brasília!'', tentei até pegar uma das várias palhetas que foram jogadas para o público, mas foi em vão, e assim como Paul Stanley sempre espera, esse show valeu a grana que eu paguei.
Cantei ''Black Diamond'' junto com milhares de pessoas, mas não cantei junto com Peter Criss, o que não tira o valor dessa noite incrível, que contou até com Gene respondendo à um cumprimento meu (o que não é a coisa mais incrível da história, mas no momento foi sensacional), espero ver esses caras de novo por aqui.


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